O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que estava a frente das investigações contra o contraventor Carlinhos Cachoeira, foi afastado do caso. A troca de comando, às vésperas do recesso do Judiciário em julho e no curso da investigação, pode atrasar o andamento do processo e retardar o julgamento do caso.
Lima foi o magistrado que determinou a prisão de Cachoeira e autorizou a Polícia Federal a grampear os telefones de pessoas suspeitas de integrar o esquema de exploração ilegal de jogos montado pelo contraventor. Escutas que foram colocadas em dúvida pelos advogados de Cachoeira, mas que foram consideradas legais nesta segunda pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região por dois votos a um.
O magistrado estava na 11ª Vara Federal em Goiás e foi remanejado para a 12ª Vara. De acordo com a assessoria do tribunal, Lima é juiz substituto, o que permite seu remanejamento caso seja necessário preencher outros postos. Conforme o tribunal, como magistrados sairão de férias, foi necessário remanejá-lo. O juiz que assumir o caso terá de se inteirar de todo o processo - que já conta com 53 volumes - antes de dar seguimento ou tomar qualquer decisão.
Na tentativa de acelerar o julgamento do
caso, Lima havia marcado para o dia 1 deste mês as audiências de instrução do
processo, que envolve 81 pessoas. Seria a primeira vez que Carlinhos Cachoeira
falaria sobre caso, conforme seu advogado Márcio Thomaz Bastos. Cachoeira ficou
em silêncio durante o depoimento à CPI do Congresso. Bastos afirmou que à
Justiça Federal seu cliente falaria.
No entanto, por decisão do juiz federal
Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, as audiências foram
canceladas. De acordo com Tourinho Neto, as audiências só poderiam ocorrer
depois que algumas diligências solicitadas pela defesa de Cachoeira.
Fonte: Yahoo
